Importância dos Oceanos

Os oceanos Pacífico, Atlântico, Índico, Ártico, Antártico, juntamente com os mares, formam a grande massa de água sobre a terra cobrindo mais de 2/3 de sua superfície, com zonas abismais de mais de 11.000 metros de profundidade, como no Pacífico próximo à costa chilena. Aliás nesta região encontra-se o maior desnível da Terra, pela  proximidade da Cordilheira dos Andes com mais de 7.000 m./alt., formando uma diferença de mais de 14.000 mil metros.
Da hidrosfera da Terra que compreende os lagos, mares, rios e as águas subterrâneas as águas marinhas e salobras correspondem a 97,4% e os restantes 2,6% são água doce, o que mostra a imensidão das águas marinhas e consequentemente sua importância sob vários aspectos como fonte alimentar, meio de transporte, depósito petrolífero e de minerais, por exemplo.
Segundo a teoria dominante, a vida na Terra teve origem há 4 bilhões de anos com o surgimento  de bactérias que se desenvolveram nas profundezas dos oceanos e que se alimentavam da matéria inorgânica expelida do interior da Terra através das rachaduras provenientes do movimento das placas tectônica. Aliás como até hoje acontece.
Além disso, as algas microscópicas que flutuam na parte superior das águas oceânica são responsáveis por 90% da fotossíntese da Terra, ou seja pela existência do oxigênio na atmosfera.
Dessa forma os oceanos são considerados  berços da vida, representando sistemas complexos de manutenção das milhões de formas de vida, mas a poluição vem prejudicando sua plena atividade enquanto ecossistema pois está possibilitando o rompimento do curso evolutivo de muitas espécies, bem como colocando em risco eminente de extinção muitas outras.

Potencial da pesca
Ante a extensão e riqueza do ambiente marinho podemos imaginar o potencial de pescado que ele forneceu e fornece ao homem.
Calcula-se hoje em dia que a pesca atinge cerca de 90 milhões de toneladas-ano, mas o desperdício é enorme, já que muitas espécies de peixes não são utilizadas economicamente e são jogadas fora, apesar do valor nutritivo. Além disso, o homem utiliza uma fração muito reduzida de espécies de peixes para exploração regular, sendo apenas exploradas 6% das espécies e apenas 2% corretamente, que na prática são reduzidas a uma dúzia de espécies de interesse comercial, segundo J. DORST (1973. Antes que a natureza morra. Ed. Edgard Blücher ltda. 5º  reimpressão 1995, p.331) o que mostra a subutilização dos recursos pesqueiros marítimos.
A pesca profissional tem um significado protéico e econômico muito grande para o ser humano; a pesca artesanal  também é significativa e deveria ser mais incentivada pelos governos, pois representa ainda oportunidade de fixação de comunidades em locais de pouco adensamento urbano.

Mineração
Além do pescado, os oceanos fornecem outras riquezas econômicas importantíssimas como : o petróleo, minerais como ouro, prata, cobre, ferro, zinco, em alta concentrações, fontes farmacológicas, a maricultura, o sal, a energia elétrica etc. O petróleo juntamente com o pescado formam talvez as duas mais importantes riquezas do mar na atualidade, mas há outras que podem ser exploradas em grande escala, como as citadas.
A mineração nas profundezas dos oceanos, que pode se constituir no próximo século como uma grande fonte econômica  já está em franco crescimento e logo atingirá foro mundial ante o desenvolvimento da tecnologia que vem permitindo pesquisar em águas profundas, mas pelo fato de muitos campos minerais se encontrarem em águas internacionais e não existir ainda uma legislação internacional regulamentando a prospecção a exploração comercial destas riquezas vem encontrando dificuldades políticas e jurídicas.
Tão logo estas questões sejam solucionadas, os oceanos passarão a ser visados por grandes empresas mineradoras, porém com grande risco degradatório, o que demandará atenção dos ambientalistas, legisladores e profissionais do direito ambiental.

Potencial alimentar
Por sua vez, o conhecimento cada vez maior do potencial alimentar das algas marinhas vem trazendo possibilidades de exploração econômica de milhares de espécies como fonte alimentar e para as indústrias de cosméticos e farmacêuticas.
Na maricultura poderemos encontrar grandes subsídios econômicos, principalmente para as comunidades litorâneas, bastando o Poder Público incentivar as pesquisas neste sentido, bem como dar suporte econômico. Já a extração do sal também forma um importantíssimo recurso econômico marinho, observando que muitas regiões vivem quase que exclusivamente desta atividade. A força das marés também pode  fornecer divisas  econômicas com a produção de eletricidade.
Todavia, não podemos esquecer que os oceanos têm ainda várias funções como:  regulador do clima pois as correntes marítimas levam água quente dos trópicos aos pólos influenciando no clima global; celeiro biológico com a conservação de milhões de espécies importantíssimas na cadeia alimentar; absorção do gás carbono pela fotossíntese marinha segundo P. Weber (1993. Revificando os recifes de coral. Salve o Planeta Terra. Wordwatch Institute, Lester R.Brown (org).p.72.)
Portanto, os oceanos e seus diversos ambientes guardam enormes potenciais alimentar e comercial que devem ser preservados e explorados sustentavelmente.

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