Espécies de aves observadas

por Fábio Olmos (f-olmos@uol.com.br)

Aves observadas (75 táxons).

A sequência e nomenclatura seguem Jones & Tye (2006), com algumas alterações propostas por Melo (2006) e pelo CBRO. E = endêmico de ST&P, Th = espécie ameaçada de extinção. As fotos foram feitas tanto nesta viagem como na de julho-agosto de 2007.

Jones, P. and Tye, A. (2006). The birds of São Tomé and Príncipe with Annobon islands of the Gulf of Guinea. Tring: British Ornithologists Union.

Melo M. (2006) Bird Speciation in the Gulf of Guinea. PhD Thesis. Institute of Evolutionary Biology, University of Edinburgh

 

 

 

 

1. Phaeton lepturus, Cocozuco – Observado várias vezes sobrevoando a costa norte de São Tomé entre a Praia das Conchas e Neves, e também mais no interior da ilha sobre Guadalupe e as proximidades do acampamento em Ribeira Peixe. Nidifica no alto de grandes árvores e paredões de rocha no interior da ilha, e também ao longo da estrada para Neves, onde observado investigando cavidades nos paredões de basalto. Um par observado na Tinhosa Pequena em 21/jan. Embora Jones & Tye (2006) digam que não nidifica em Príncipe, vi pares, trios e grupos em vôo de exibição ao longo da costa da ilha na viagem de julho-agosto de 2006, e o Bom Bom Resort tem fotos de um filhote feitas no alto de um os picos da ilha. As aves de ST&P têm caudas notavelmente amarelas (o que não vi m Fernando de Noronha) e as medidas são distintas das aves de Ascension, Brasil e Caribe, embora teoricamente pertençam à mesma subespécie (veja Le Corre & Jouventin. 1999. Íbis 141: 233-239).

2. Sula leucogaster, Malvaxi, Pato-marinho – Em São Tomé apenas um observado da praia em Jalé. Em Príncipe uns 15 sobre o Ilhéu Portinho, junto à costa sul, e talvez 200 na Tinhosa Pequena e o mesmo ou um pouco menos na Tinhosa Grande. Monteiro et al. (1997) estimaram 1.500 a 3.000 pares nas duas ilhas.

3. Phalacrocorax africanus, Corvo-marinho – observado apenas nos rios da costa sul de São Tomé, com 32 contados a partir da ponte sobre o Iô Grande em 18/jan., pescando na corredeira ou secando sobre as pedras. O que parecia o mesmo grupo permanecia no local quando passamos ali indo para Ribeira Peixe e voltando para São Tomé.

4. Bubulcus ibis, Garça-boieira – freqüente em todas as áreas onde há capim baixo, como no super gramado em frente da Voice of América, e também acompanhando vacas ao longo da estrada entre Santana e Porto Alegre.

5. Butorides striatus, Chuchu – vários indivíduos no manguezal da Praia das Conchas (14-15 e 19/jan), seis no Iô Grande em 18/jan, pelo menos dois no mesmo local em 23 e 26/jan, dois nos manguezais de Malanza (25/jan).

6. Egretta intermedia – uma no gramado da Voice of America com três Bubulcus ibis e tres Numenius phaeopus na manhã de 18/já. Parece ser o primeiro registro (documentado) para o país. Uma garça estranha vista no Iô Grande no mesmo dia, com face esverdeada e bico rosado, poderia ser um exemplar desta espécie em plumagem reprodutiva.

7. Egretta gularis, Garça-marinha, Lavadeira – Freqüente ao longo da costa das duas ilhas principais. Em P apenas morfos escuros foram observados, enquanto morfos claros e escuros co-ocorrem em ST. Algumas aves pareciam estar mudando de uma plumagem para outra. Os morfos escuros tendem a apresentar uma mancha branca na junta carpal que parece não ser comum nas aves do continente.

8. Egretta garzetta, Garça-ribeirinha – Exemplares isolados no Iô Grande (18/jan) e na Praia das Conchas, este forrageando junto a uma E. gularis (15/jan.).

 

 

 

 

9. Bostrychia bocagei, Galinhola. E, Th – Observado em Ribeira Peixe, com sete indivíduos (três casais) na manhã de 24/jan, com um exemplar adicional quando retornávamos, na manhã o dia seguinte. Alimenta-se no chão da floresta, em clareiras onde o solo foi remexido por porcos ferais ou bird-watchers que acamparam por ali, e em áreas onde o solo é mais exposto por existirem muitas rochas ou ter sido lavado pela chuva. A maioria das aves mostra o bico sujo de terra. Pelo menos três ouvidos cantando (a canção está disponível em http://www.xeno-canto-org/africa) no crepúsculo do dia 23/jan. Meu bicho favorito em São Tomé !

10. Milvus aegyptius parasitus, Falcão – comum em São Tomé town e na baía, e também nos arredores de Santo Antonio, em P. Observado ao longo da estrada entre Santana e São Vicente, e também comendo frutos de dendê na MOLVE, no acesso a Ribeira Peixe.

11. Coturnix delegorguei histrionica, Codorniz. E – Bastante comum nas áreas abertas ao redor de Praia das Conchas, a área “clássica” de savana em ST. Machos podem ser observados cantando em meio ao capim baixo com um pouco de paciência. Também fácil de encontrar nos arredores do aeroporto no final da tarde, quando parece se expor mais.

12. Francolinus afer, Perdiz – dois no gramado-capinzal junto do terminal doméstico do aeroporto na manhã de 21/jan, antes do embarque para P.

13. Crex egregia, Codornizão – um ralídeo que saiu voando da borda da trilha no caminho para Oquê Pipi (P) em 22/jan parecia um juvenil desta espécie. O bico e as pernas eram escuros e o dorso marrom-tabaco mostrava o moteado negro similar a uma Porzana. Há pouquíssimos registros da espécie nas ilhas e o status é incerto.

14. Numenius phaeopus, Maçarico-galego – observado em praias (Conchas, Jalé – ST; Bom Bom, Santo Antonio – P), gramados úmidos (Voice of América) e rios como o Iô Grande (acima), onde observado pescando como uma garça, arremessando o corpo dentro da água e submergindo o terço anterior. Solitário, raramente aos pares (como em Jalé) ou trios.

15. Tringa nebularia, Maçarico-cinzento – dois exemplares na “praia” de Santo Antonio em P, perto da foz do rio Papagaio, em 22/jan. Esp´cie com poucos registros no arquipélago.

16.Actitis hypoleucos, Maçarico-das-rochas – indivíduos solitários observados em todas as praias e costeiras visitadas, exceto na cidade de São Tomé e em Santo Antonio. Em 19/jan um grupo de seis junto com um Numenius banhando-se no riacho que deságua do mangue de Praia das Conchas. Em Bom Bom um par observado na manhã de 23/jan alimentando-se de muitos Halobates (Gerridae: Hemiptera), ainda vivos e saltando desesperados na areia, trazidos pela maré na noite anterior. Um Alcedo e um Numenius faziam o mesmo.

17. Arenaria interpres, Rola-do-mar – um exemplar na Tinhosa Pequena, dois grupos com quatro aves cada um na Tinhosa Grande (21/jun), e um solitário na praia em Jalé (26/jan).

18. Onychoprion anaethetus, Caié – uma observada pousada (e fotografada) e duas em vôo na Tinhosa Pequena (21/jan). Os únicos registros apesar de procuramos atentamente. Parece ser mais comum nas Sete Pedras, fora de ST. A população parece ser bem pequena, da ordem de dezenas de exemplares.

19. Onychoprion fuscatus, Gaivinha-fosca – de longe a ave marinha mais comum encontrada durante a viagem. Cerca de 20 mil estimadas na Tinhosa Pequena e pelo menos o dobro na Tinhosa Grande. Monteiro et al. (1997) estimaram 95.530 pares presentes na TG e 15.378 pares na TP.

20. Anous minutus, Iguêle – observados nas Tinhosas, com aves em ninhos nas áreas menos inclinadas no alto das ilhotas. Pelo menos 5 mil exemplares presentes na TP e o mesmo na TG. Monteiro et al. (1997) estimaram 7.000 aves na TG e 1.300 na TP.

21. Anous stolidus, Palé – observados na Tinhosas, em geral pousados na costeira, mais próximos à água, e nas áreas mais íngremes. Pelo menos 5 mil exemplares presentes na TP e mais que isso na TG. Monteiro et al. (1997) estimaram 13.300 aves na TG e 2.150 na TP.

22. Treron calva virescens, Cécia. E, Th – poucas dezenas nos arredores do Bom Bom Resort, a maioria observada alimentando-se dos frutos de grandes figueiras nas cabrucas abandonadas que cercam o lugar (21/jan). Bem menos comum nos arredores de Oquê Pipi, visitada no dia seguinte.

23. Treron sanctithomae, Cécia, E – três ou quatro alimentando-se de grandes figos (do tamanho da variedade cultivada) laranja produzidos por grandes figueiras no acesso a Lagoa Amélia (16 e 20/jan). A voz estranha deste pombo era conspícua tanto na floresta ao redor de Lagoa Amélia (especialmente no 16/jan) como em Ribeira Peixe, onde um exemplar também foi bem observado (24/jan).

24. Aplopelia larvata principalis, Moké, E – endêmica de P, onde não é incomum tanto nas roças como na floresta mais bem conservada de Oquê Pipi. De fato, parecia ser uma das aves mais comuns ali, onde a densidade total de aves parece menor que nas roças.

25. Aplopelia larvata simplex, Muncanha, E – aparentemente as aves de Príncipe não reagem ao play-back das aves de ST, mas morfologicamente ambas as formas são muito similares. simplex é bastante comum em ST, onde m geral não é caçada porquê os locais acreditam que podem se contaminar com vermes em sua carne. Sua voz é um dos sons comuns das florestas e roças. Às vezes observadas andando nas trilhas com asas caídas e cauda arrebitada.

26. Columba malherbii, Rola, E – uma das surpresas da viagem. Em julho-agosto observei apenas um punhado de exemplares, e nunca ouvi seu canto. Desta vez estavam praticamente em todos os locais que visitamos (exceto Príncipe) e cantando conspicuamente. Seria interessante verificar se realiza algum tipo de migração.

 

 

 

 

27. Columba thomensis, Pombo, E, T – um exemplar ouvido em Lagoa Amélia (20/jan) e outro observado no alto de uma emergente a 315 m na trilha para o acampamento em Ribeira Peixe (23/jan).

28. Columba lívia, Pombo – espécie introduzida, presente na área urbana de São Tomé.

29. Streptopelia senegalensis, Rola – colonizador recente presente em ST&P, facilmente observada ao longo das estradas, quintais, etc.

30. Psittacus erythacus princips, Papagaio, E – restrito a Príncipe, onde pares observados em vôo na estrada de acesso a Bom Bom (21/jan), e também alimentando-se na copa da floresta primária, ou pelo menos bem conservada, em Oquê Pipi (22/jan). Revoadas com dezenas de indivíduos observados em Santo Antonio na viagem de julho-agosto de 2007, alguns alimentando-se de flores de Erythrina.

31. Agapornis pullaria, Periquito – indivíduos isolados e grupos com 4-6 aves em vôo ou pousados nos capinzais alimentando-se de sementes de colonião ao redor da Praia das Conchas (14-15 e 19/jan).

32. Chrysococcyx cupreus insularum, Ossobô – a voz do Ossobô é parte da paisagem de ST&P, onde é associada à chuva. Ouvido em praticamente todas as lolidades, incluindo a savana, parecia especialmente comum nos manguezais do Malanza, onde uma fêmea foi observada alimentando-se de lagartas. Ali algumas aves vocalizavam de uma forma estranha, soluçante. Em Príncipe um macho atraído com play-back no acesso a Oquê Pipi.

33. Otus hartlaubi, Quitolí, E, T – 3-4 exemplares ouvidos no fim da tarde à noite ao redor do acampamento em Ribeira Peixe. Dois exemplares da fase ruiva encontrados pousados no sub-bosque em 24/jan, um deles sendo mobbed por um par de Tersiphone.

34. Zoonavena thomensis, Andorinha, E – observado nos arredores de Bom Sucesso (16 e 20/jan), com um máximo de 12 exemplares voando sobre a mesma área.

35. Cypsiurus parvus bannermani, Andorinha, E – um colonizador recente no arquipélago, encontrado em todas as localidades visitadas, exceto nas Tinhosas.

36. Apus affinis bannermani, Andorinha, E – talvez o andorinhão mais comum, observado em toda a parte (exceto nas Tinhosas). Os indivíduos em Príncipe pareceram nitidamente menores que os em São Tomé.

37. Halcyon malimbica dryas, Chó-chó, E – Um exemplar observado na estrada de acesso a Bom Bom (21/jan) e outro quebrando um caracol Columna sp. contra uma rocha na trilha para Oquê Pipi (22/jan), mas muitos outros ouvidos m ambas as localidades.

38. Alcedo cristata nais, Conóbia, E – endêmico de Príncipe, um ou dois exemplares observados regularmente ntre as cabanas de Bom Bom e na ponte ligando o resort ao ilhéu. Caçavam insetos, pulgas da areia e pequenos caranguejos, mas não os vi apanhando peixes. Outros exemplares, sempre solitários, pousados nas árvores da roça abandonada ao longo da estrada para o resort (21/jan).

39. Alcedo cristata thomensis, Conóbia – encontrada aos casais ou grupos familiares com um ou dois filhotões em praticamente todos os rios visitados, incluindo o riacho drenando o manguezal da Praia das Conchas. Um par de juvenis (anegrados) encontrado no mesmo ponto às margens do Iô Grande em visitas feitas no intervalo de uma semana.

40. Anthus leucophrys – quatro Anthus observados no aeroporto de Príncipe não tinham retrizes externas obviamente claras nem costas marcadas, mas suas partes inferiores eram obviamente amareladas. Phil os identificou como A. leucophrys. As mesmas aves foram melhor observadas quando o avião pousou, os espantando. (23/jan).

41. Saxicola rubetra – um exemplar com peito moteado de escuro indicando ser um juvenil, pousado nos fios de sustentação de uma antena de rádio do aeroporto de Príncipe (23/jan), onde há apenas um registro do século XIX.

42. Turdus olivaceofuscus, Tordo, E – observado em roças e florestas em ST. Compartilhava os frutos das grandes figueiras com Treron ao longo da trilha para Lagoa Amélia (16 e 20/jan), também saltando em meio à trilha para São Nicolau em 19/jan. Algumas aves em Ribeira Peixe pareciam especialmente curiosas. Em geral solitário. Faz um “poc” similar a Turdus amaurochalinus. Algumas “bigornas” com pequenos caracóis terrestres quebrados encontradas em Lagoa Amélia. Uma ave mal vista na copa em Oquê Pipi, perto do acampamento de Martim Melo, poderia ser T. xanthorhynchus, mas não é possível afirmar (22/jan).

43. Prinia molleri, Truqui, E – endemismo de São Tomé presente do nível do mar ao pico mais alto, também vive na área urbana. Famílias com um filhotão observadas (p. ex. no jardim do Marlim Beach).44. Amaurocichla bocagii, E, T – um exemplar observado na ramaria baixa sobre um riacho na grota junto ao acampamento de Ribeira Peixe, e um casal em floresta primária (longe da água) quando voltávamos da área (25/jan).45. Tersiphone atrochalybeia, Jiji, E, T – endêmico encontrado em todos os ambientes com algumas árvores, de plantações novas de cajueiros em Praia das Conchas até o Pico de São Tomé. Algumas aves com plumagem feminina na realidade são machos jovens. É comum observar pares associados a grupos de Ploceus thomensis e Zosterops lugubris. Uma fêmea observada atacando uma de Oriolus em Lagoa Amélia, e um casal fazendo o mesmo com um Otus hartlaubi em Ribeira Peixe. Também ali, um ninho estava sendo construído por um casal junto a nosso acampamento.

46. Horizorhinus dohrnii, Tchibi-fixa – “voz da paisagem” em Príncipe, comum em quase toda a ilha, mas nitidamente menos conspícuo na floresta “primária” de Oquê Pipi. Observado solitário ou, mais comumente, aos pares.

47. Anabathmis hartlaubii, Xibi, E – menos comum em Príncipe que seu parente de São Tomé (A. newtoni), uma fêmea freqüentava os Hibiscus junto às cabanas de Bom Bom, e alguns poucos exemplares solitários na floresta (na realidade uma roça abandonada) no entorno do resort. O padrão da cauda do macho lembra muito Dreptes.

48. Anabathmis newtoni, Celelê, E – endêmico comum em jardins, roças e florestas, em flexibilidade ecológica é equivalente a Coereba no Brasil.

49. Dreptes thomensis, Celelê-mangote, E, T – pelo menos dois ouvidos e um visto voando sobre a trilha entre roças de café que leva à Cascata de São Nicolau (16/jan), um único exemplar na excursão a Lagoa Amélia (20/jan), vários ouvidos na caminhada até Ribeira Peixe (23/jan) e três alimentando-se em flores de Symphonia encosta acima partindo de nosso acampamento (24/jan).

50. Zosterops ficedulinus, Xibi-tete, E, T – uma ave pequena e amarronzada com um grupo de Z. leucophaeus encontrado no retorno de Oquê Pipi poderia ser esta ave (22/jan).

51. Zosterops feae, Tchelelê, E, T – um grupo de cinco praticamente morando no jardim botânico em Bom Sucesso (16 e 20/jan). Tem o hábito de procurar alimento na face inferior das folhas.

 

 

 

 

52. Zosterops lugubris, Olho-grosso, E – um dos endêmicos mais comuns em São Tomé, podendo ser encontrado em todos os habitats exceto áreas bastante abertas. Encontrado em barulhentos grupos familiares que procuram alimento em todos os estratos (exceto o solo), alimentando-se de insetos, frutos e néctar. Investiga flores de Erythrina, como quase todas as aves pequenas nas ilhas.

53. Zosterops leucophaeus, Peito-branco, E, T – grupos de 10 a 20 exemplares (nitidamente maiores que os de Z. lugubris) observados nos quintais (com pomares) e roças no acesso a Oquê Pipi (22/jan). Procura alimento nas flores de Erythrina e folhas mortas penduradas em galhos, além de se consumir pequenas frutas.

54. Oriolus crassirostris, Papa-figo, E, T – um dos endêmicos mais interessantes, restrito às florestas mais bem conservadas e roças abandonadas com regeneração intensa. Uma fêmea observada na borda da floresta no acesso a Lagoa Amélia (20/jan). Mais facilmente encontrado na trilha para Lagoa Amélia, e também comum em Ribeira Peixe. Reage bem ao play-back.

55. Dicrurus modestus, Rabo-de-peixe, E – observado sozinho ou aos pares nas roças nos arredores de Bom Bom (21/jan) e no acesso a Oquê Pipi (22/jan). Parece acompanhar os grupos de Ploceus princeps que procuram comida nas copas e funcionam como flushers.

56. Onychognathus fulgidus, Pastro, E – maiores e mais robustos que a forma do continente, as aves de São Tomé já são consideradas uma espécie plena por alguns autores. Não obtive resposta alguma quando toquei a voz de aves do continente para aves insulares. Observada aos casais ou grupos de 4-5 indivíduos, provavelmente famílias. Investiga flores de Erythrina e também se alimenta de frutos de Cecropia e abacateiros, todas espécies introduzidas. Encontrada nas roças e também na floresta primária de Ribeira Peixe.

57. Lamprotornis ornatus, Estorninho, E – abundante em Príncipe, especialmente nas roças. Parece ser um generalista que se deu muito bem com o atual uso do solo. Observado alimentando-se nas flores de Erythrina.

58. Ploceus princeps, Camusselo, E – um dos endêmicos mais comuns de Príncipe, presente onde quer que existam árvores (incluindo a área urbana de Santo Antonio), embora não tenha sido observado na floresta mais intacta de Oquê Pipi. Vários ninhos ativos e em construção encontrados, sugerindo uma estação reprodutiva longa ou várias posturas consecutivas. Procura alimento nas copas em grupos barulhentos que lembram os bandos mistos de Philydor spp. e traupídeos da Mata Atlântica.

59. Ploceus velatus peixotoi, Gungo, E – comum nas áreas abertas (incluindo nas cidades) do nível do mar (Lagoa Azul e Praia das Conchas) até mais de 1.200 m (Bom Sucesso). Várias colônias com ninhos em construção (como em julho-agosto), e também grupos familiares com filhotões. Talvez tenha duas posturas consecutivas.

60. Ploceus cucullatus, Nário – pelo menos três junto a um grupo de vários weavers e bishops que bebiam de uma poça na trilha de Praia das Conchas (19/jan). Algumas aves vistas nos arredores do aeroporto (18/jan) poderiam ser desta espécie, mas não foi possível ter certeza de sua identidade.

61. Ploceus grandis, Camussela, E – encontrado aos casais ou grupos de até quatro nas roças de café abaixo de Bom Sucesso, na trilha entre a Pousada Bela Vista e a Roça São Nicolau (19/jan). Também nas roças de cacau de Monte Figo, onde parece ser bem mais comum (30/jan). Observado investigando flores de Erythrina e de bananeiras, e também folhas mortas penduradas nos galhos. Em São Nicolau um indivíduo observado carregando material para ninho no alto de uma Erythrina. Ninhos isolados construídos na ponta de ramos na copa de emergentes observados ao longo da estrada entre São Vicente e Angolares.

62. Ploceus sanctithomae, Tchololó, E – um dos endêmicos mais comuns, ocorre nas florestas, roças, capoeiras e manguezais, do nível do mar até o pico mais alto de ST. Em geral em grupos familiares de 2 a 4 aves. Comporta-se como um furnarídeo florestal ou arapaçu, escalando troncos, investigando fendas nas cascas e folhas mortas penduradas em galhos. Um ninho em construção em um samambaiaçu (Cyathea sp.) encontrado em Lagoa Amélia). Nidifica isoladamente.

63. Quelea eryrthrops, Pardal – um macho em exibição junto ao ninho construído em uma touceira de capim-colonião em um terreno cercado em São Tomé (11/jan).

64. Quelea quelea – um par observado junto a grandes grupos de Estrilda no capinzal junto à antiga pista de pouso de Jalé (25/jan).

65. Euplectes hordeaceus, Padê-campo – um dos “papa-capins” introduzidos da África continental, provavelmente de Angola. Comum onde quer que haja capinzais de capim-colônião. Muitos machos em plumagem reprodutiva em exibição em áreas como Praia das Conchas e arredores da Voice of America.

66. Euplectes aureus, Padê-campo-amarelo – outro “papa-capim” que deve ter sido introduzido de Angola (único outro lugar onde ocorre). Comum nos arredores de Praia das Conchas, não só nos capinzais, mas também nos tamarineiros que dominam algumas propriedades. Machos em exibição eram bastante conspícuos durante nossa visita. Também presente nos arredores do aeroporto.

67. Euplectes albonotatus, Viúva – o mesmo que foi escrito para E. hordeaceus. Encontrado na Praia das Conchas, aeroporto e Voice of América.

68. Estrilda astrild, Bico-de-lacre – espécie introduzida, abundante nos capinzais e áreas abertas de São Tomé e Príncipe.

69. Uraeginthus angolensis, Peito-celeste – introduzido, encontrado na área urbana de São Tomé e arredores da Praia das Conchas.

70. Lonchura cucullata, Bico-preto – introduzido, encontrado nos capinzais de São Tomé e Príncipe, especialmente nos arredores do aeroporto.

71. Vidua macroura, Viuvinha – introduzido, encontrado na área urbana de São Tomé, arredores da Praia das Conchas, Voice of América, aeroporto, etc.

72. Serinus mozambicus, Canário – introduzido, encontrado na área urbana de São Tomé, jardins dos arredores, aeroporto, arredores da Praia das Conchas, etc.

73. Serinus r. rufobrunneus, Pardal, E  – bem menos comum que seu similar de ST, a forma de P também parece menos sociável. Um exemplar solitário observado alimentando-se de pequenos frutos verdes (similares a Trema) de uma árvore baixa também visitada por Zosterops leucophaeus e Horizorhinus (22/jan).

74. Serinus r. thomensis, Pardal, E – endêmico comum em ST, sua canção era um dos sons marcantes nas florestas durante esta excursão, contrastando com o mutismo (exceto o típico chamamento bissilábico) durante a viagem de julho-agosto. Comum nas florestas, roças, capoeiras e também encontrado no manguezal de Praia das Conchas. A diferença de cor e estrutura do bico em relação à forma nominal é marcante.

75. Serinus (antes Neospiza) concolor, Anjolô, E, T – um casal encontrado alimentando-se de pequenas frutas em Ribeira Peixe e atraído com play-back (disponível em http://www.xeno-canto.org/africa) em 24/jan. Único registro feito durante a excursão e um dos seus pontos altos.

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