ECOTURISMO E DENVOLVIMENTO

ANTÔNIO SILVEIRA RIBEIRO DOS SANTOS
Juiz de direito em São Paulo. Criador do Programa Ambiental: A Última Arca de Noé (www.aultimaarcadenoe.com)


Segundo a Organização Mundial de Turismo o turismo movimenta mais de US$ 3,5 trilhões anualmente, bem como é considerado por vários órgãos de pesquisa como um dos ramos de atividade que mais cresce no mundo, calculando-se que mais de 180 milhões de pessoas vivem direta ou indiretamente dele.
Em vista de gerar interesses distintos, o turismo passou a segmentar-se em áreas diferentes de atuação, surgindo assim várias modalidades como: turismo cultural, turismo religioso, turismo esportivo, turismo infantil, turismo da terceira idade, turismo gastronômico, turismo rural e o turismo ecológico ou ecoturismo. Este último vem se desenvolvendo muito nos últimos anos, principalmente em países que ainda possuem áreas naturais
O nome “ecoturismo” é novíssimo tendo surgido oficialmente em 1985, mas somente em 1987 foi criada a Comissão Técnica Nacional constituída pelo Ibama e a Embratur, ordenando as atividades neste campo. E por ser uma atividade nova ainda não há consenso na sua definição, mas nas “Diretrizes para uma Política Nacional de Ecoturismo”, da EMBRATUR, encontramos a seguinte definição para ecoturismo:  “é um segmento da atividade turística que utiliza de forma sustentável o patrimônio natural e cultural, incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista através da interpretação do ambiente, promovendo o bem-estar das populações”.
Como o Brasil possui ainda regiões relevantes de áreas naturais e é o pais de maior diversidade do mundo, seu potencial ecoturístico é muito grande, o que tem proporcionado o desenvolvimento desta atividade, com movimentação de milhões de reais, observando que já há muitos estrangeiros visitando nosso pais para conhecer as belezas naturais de nossas florestas e fauna, trazendo divisa importantes. Cientes de nosso potencial e do interesse de milhões de pessoas nas atividades compreendidas no ecoturismo, os setores público e privado envidaram esforços na instituição de uma política de desenvolvimento do ecoturismo originado as citadas “Diretrizes para uma Política Nacional de Ecoturismo”, com os seguintes objetivos: compatibilizar as atividades de ecoturismo com a conservação de áreas naturais; fortalecer a cooperação interinstitucional; promover  a participação efetiva de todos os segmentos no  setor; promover e estimular a capacitação de recursos humanos para o ecoturismo; promover, incentivar e estimular a criação e melhoria da infra-estrutura para a atividade de ecoturismo e promover o aproveitamento do ecoturismo como veículo de educação ambiental.
Entretanto, a implantação destes objetivos exige por óbvio ações e estratégias apropriadas, como regulamentar esta atividade mediante leis, capacitar o pessoal, trocar experiências entre os setores envolvidos, desenvolver métodos de avaliação e acompanhamento com pesquisas estatísticas e levantamento dos problemas, aprimorar a qualidade dos serviços, implantar estruturas condizentes, fazer divulgação e ainda proceder planos de educação ambiental aos envolvidos, ecoturistas e a população. O próprio ecoturismo está se diversificando, tanto que já se fala em ecoturismo de aventura, lazer, esportivo. Neste último temos trecking, rafting, boia-cross, escalada, mergulho livre, cavernas, canoagem, bicicross, balonismo etc. Evidentemente, toda estas atividades que compõe o ecoturismo são geradoras de empregos e empreendimentos, como hotéis, pousadas, restaurantes, comércio de artesanatos, comércio em geral entre outros, o que é de suma importância no desenvolvimento de uma região.
Portanto, o ecoturismo é um importantíssimo instrumento do desenvolvimento sustentável preconizado pela Agenda 21, e deve ser explorado principalmente pelos municípios ricos em potencial natural como os da baixada santista, onde se encontram remanescentes significativos da Mata Atlântica, com florestas exuberantes e rios que permitem a prática entre outros do trecking e da canoagem, respectivamente, atividades de ecoturismo que podem trazer muitas divisas, não só para as empresas turísticas mas para o comércio local, como dito.

Obs.: Artigo já publicado em: Diadema Jornal – 29.7.99; JBA.Gr.Jornal.Ronaldo Côrtes-SP – 30.7.99; O Estado do Paraná (Jorn. Agrícola-PR)- 31.10.99 etc.

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