ZUMBI : MÍSTICA TRANSCENDENTAL DE UM GRANDE LÍDER DO PAÍS

ANTÔNIO SILVEIRA RIBEIRO DOS SANTOS
Criador do Programa Ambiental: A Última Arca de Noé (www.aultimaarcadenoe.com.br)




Madrugada de 05 de fevereiro de 1694. Macaco.Serra da Barriga. Alagoas. Grande inquietação na capital do maior e mais longo quilombo da história das Américas. Há indícios veementes de um ataque das forças do governo. O líder Zumbi e outros preparam-se para a guerra. A última guerra. A guerra perdida.

O bandeirante mercenário Domingos Jorge Velho com sua força expedicionária composta por centenas de brancos, mestiços e índios, entrou nas fortificações da capital quilombola; e depois de grandes combates, corpo a corpo, subjulgou a última grande resistência negra ao sistema escravagista. Dispersão total; milhares de negros degolados.É o fim do grande quilombo de Palmares, que por mais de um século foi o refúgio dos persseguidos.

Zumbi morreu. Diziam os poucos e dispersos sobreviventes. Mas não, ainda viveu e por algum tempo lutou bravamente tentando reorganizar a resistência; mas tudo em vão. Quase dois anos depois foi morto em companhia de vinte de seus fieis seguidores, após lutar bravamente.

Essa é a versão mais conhecida do fim da história da epopéia da resistência negra de Palmares.

Mas, uma coisa é certa: Zumbi foi o maior líder quilombola e sem dúvida o mais enigmático e místico. Sob seu reinado viveu e lutou o maior quilombo da história; grande também pela sua face multiétnica, pois em suas fortificações se refugiaram os escravos foragidos, os judeus perseguidos, os hereges e os índios entre outros, segundo as últimas descobertas de arqueólogos e etnólogos.

Junto com o Quilombo do Palmares morreu o grande sonho daqueles escravos perseguidos e injustiçados.

Porém, sua existência e gloriosa história de resistência ao ignóbio sistema escravagista, deram exemplo de força e alicerces morais àqueles que abraçam sua causa para continuar a luta no correr dos séculos.

A vida e morte de Zumbi e seus companheiros quilombolas compostos de negros, brancos, índios, mestiços, perseguidos e injustiçados, representam a força e o poder da luta pela liberdade.

As imagens guerreira e mística de Zumbi transcenderam à sua pessoa e ao longo dos séculos ecoam como um símbolo de resistência à subjulgação do homem pelo homem, qualquer que seja a forma.

Nesta semana que se comemora os 300 anos da morte de Zumbi ( 20.11.95 ), nada mais justo do que lembrar este grande líder, para que possamos manter acesa a luz da esperança de um dia melhor para a humanidade, que sem problemas raciais, caminhe para uma união fraterna entre os povos.

Força, Zumbi!

Obs.: Artigo já publicado em: Diadema Jornal-SP- 19.11.95; JBA-Gr.Jorn.RonaldoCortês-SP- 24.11.95 e 12.01.96 etc.

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