A BIODIVERSIDADE DA TERRA E O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

ANTÔNIO SILVEIRA RIBEIRO DOS SANTOS
Juiz de direito de São Paulo (aposentado). Criador do Programa Ambiental: A Última Arca de Noé (www.aultimaarcadenoe.com.br)


A biodiversidade é o complexo resultante das variações das espécies e dos ecossistemas existentes em determinada região, e seu estudo tem importância direta para a preservação ou conservação das espécies, pois entendendo a vida como um todo teremos mais condições de preservá-la, bem como é de suma importância para o nosso desenvolvimento, resultando o aproveitamento dos recursos biológicos para que sejam explorados de maneira menos prejudicial à natureza, conservando-a o mais possível, permitindo a harmonia entre o desenvolvimento das atividades humanas e a preservação, chamando-se isso modernamente de desenvolvimento sustentável.

Sem a biodiversidade conservada não há garantia de sobrevivência da grande maioria das espécies de animais e vegetais, e conseqüentemente não poderá haver um desenvolvimento sustentável, pois com a destruição dos ambientes naturais a humanidade perderá fontes vitais de recursos para a sua sustentação, de forma que devemos desenvolver métodos e ações concretas para a conservação da biodiversidade.

Para isso é necessário conjugar esforços de toda a sociedade, sem a exclusão de qualquer de seus segmentos, discutindo-se temas importantes como: explosão demográfica, controle da natalidade, desenvolvimento industrial e depredação, nova política educacional etc.

Para um efetivo desenvolvimento sustentável, e conseqüentemente global, sugerimos os seguintes programas: desenvolver uma adequada educação ambiental nas escolas públicas e privadas do pais; estabelecer um plano nacional e mesmo internacional de intercâmbio de conhecimentos técnicos específicos na área ambiental; fortalecer as instituições públicas que tem o poder-dever de fiscalizar a preservação do meio ambiente; rever a legislação, adequando-a à nova realidade e aos anseios mundiais de preservação ambiental; desenvolver amplos estudos dos recursos naturais existentes, instituindo parques e reservas ecológicas, conservando e dando meios aos já existentes, fortalecendo suas condições de sustento; estimular os meios de comunicação no sentido de divulgação de matérias ambientais ou correlatas; direcionar o desenvolvimento industrial mediante incentivos fiscais, propiciando a criação de polos industriais em áreas de menos impacto ambiental possível; desenvolver uma educação sexual adequada aos parâmetros atuais de ocupação demográfica; incentivar práticas agrícolas que preservem o meio ambiente, fornecendo condições especiais de financiamento e escoamento dos produtos, criando simultaneamente órgãos fiscalizadores efetivos e atuantes para a realização dos projetos, evitando assim desvio de finalidade.

E, ainda, a utilizar na agricultura do sistema de rodízio de áreas pré-determinadas, evitando o esgotamento da terra e a desertificação;elaborar planos nacionais de ocupação territorial para as comunidades marginalizadas e carentes, observando as regras básicas de preservação; estudar e refazer a política indigenista para que os “povos da floresta” possam viver em seus ambientes naturais, sem que sejam afetados ou desrespeitados em sua dignidade, bem como respeitada a sua cultura; desenvolver o turismo ecológico com visitas monitoradas às áreas naturais, incentivando a atividade privada na criação de projetos conservacionistas neste sentido; diminuir gradativamente as agressões dos agentes poluidores ao meio ambiente, mediante estudos técnicos e específicos, utilizando a mais modernas tecnologias; incentivar no meio social a criação de sociedades não governamentais de proteção ambiental(ONGs), com incentivos fiscais;

Essas são algumas das providências que sugerimos na tentativa de se desenvolver uma sociedade mais saudável e garantida em seu futuro, cabendo a cada um de nós dar sua contribuição para que isso ocorra, já que o futuro da humanidade depende da criação de uma nova sociedade; de uma nova filosofia de vida, sem a qual a raça humana estará fadada a sucumbir.

Se não houver uma conscientização global da gravidade do problema ambiental , o próprio lixo criado pelo homem o sufocará.

É necessário que se tomem providências urgentes no sentido de desenvolver em todos os cidadãos do mundo uma consciência ecológica, voltada para a efetiva e concreta criação de uma sociedade moderna, porque sem o conhecimento real da biodiversidade da terra e projetos concretos e aplicados de desenvolvimento sustentável, as chances de sobrevivência da humanidade estarão totalmente comprometidas.

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Obs.: Publicação original Diadema Jornal – Diadema-SP- 13.11.94. Artigo já publicado também em: A Tribuna de Santos-SP – 12/9, 19/9, 26/9, 03/10/94;  Planeta Água -SP – junho/95; O Imparcial – Pres.Prudente-SP- 17.02.95; Edição Policial ( Jornal-SP ) -janeiro/95; Jornal Cidade de Rio Claro ( SP ) – 01.04.95; A voz da Serra ( Erechim-RS ) – 03.06.95; Bragança – Jornal Diário-SP – 07.06.95; J.B.A. – Grupo Jorn. Ronaldo Cortês- SP-26.06.95; Correio do ABC – S.C.S. – 01.07.95; Revista dos Tribunais 716/7 – junho/95; Jornal Paulista – SP23.08.95 (japonês); La Settimana del Fanfulla-SP – 31.08.95; Folha do Meio Ambiente-Brasília-DF-nov/96; Jornal de Jundiaí-SP – 09.12.96; A Tribuna de S.Carlos-SP – 29.12.96 etc.

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Antonio Silveira: última revisão: 26-10-2014.

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