Caranguejos, siris, lagostas e cia (superclasse Crustacea)

Veja aqui a relação de algumas espécies da superclasse dos crustáceos que ocorrem no Brasil.

Esta superclasse na sistemática:
Reino Animalia (organismos multicelulares)
Filo Arthropoda (corpo com articulações)
Superclasse Crustacea
Com suas Ordens, Famílias, Gêneros e Espécies

Superclasse Crustacea
A superclasse dos crustáceos é composta por cerca de 38.500 espécies.

Ordem Decapoda
Vamos tratar aqui somente de algumas características e espécies da ordem Decapoda que compreende os caranguejos, siris, lagostas, lagostins, etc, por serem os animais mais conhecidos e mais fácil de serem vistos e identificáveis pelos amantes da natureza.
Características gerais dos Decapoda
– Malacostraca Eucarida altamente organizados (pináculo dos Crustacea);
– Incluem: os camarões, lagostas, lagostins, caranguejos, corruptos, ermitões , pitus, etc.
– +/- 10.000 espécies e 1.200 gêneros (alta diversidade);
– 38.500 crustáceos – 39 ordens (Decapoda, com a maioria das espécies)
– Grande variedade de formas;
– Maioria de vida marinha (90%), pelágicos, bênticos, sedentários, errantes e crípticos. Algumas espécies de água salobra, poucas de água doce e somente alguns adaptados à vida terrestre. Alguns apresentam simbiose com Bromélias;
– Fim do Permiano/começo do Triássico até o Recente;
– Ocorrem em todos os oceanos e continentes (cosmopolitas);
– Habitam profundidades que variam de 0 a  6000 metros;
– Podem ser herbívoros, carnívoros, filtradores e omnívoros;
– São extremamente importantes economicamente, na alimentação humana, na elaboração de ração animal e extração de princípios químicos;
– Grande importância nas cadeias tróficas marinhas e terrestres.

Características morfológicas
– Presença de uma carapaça desenvolvida para fechar e proteger as câmaras branquiais (branquiostegito);
– Carapaça fusionada dorsalmente a todos os segmentos torácicos;
– Maxilas com grandes exópodos (escafognatitos);
– Modificação dos 3 pares de toracópodos em maxilípodos;
– Presença de 5 pares de pereiópodos;
– Padrão branquial básico que pode ser definido pela posição ou morfologia das brânquias.

Caranguejos e siris
Segundo informou-nos o Dr. Gustavo Augusto Schmidt de Melo, há no Brasil ,atualmente, cerca de 325 espécies de siris e caranguejos, e que até a edição do seu livro (1996) existiam descritas 302 espécies. Os caranguejos e siris são da infraordem Brachyura.
Entre os caranguejos e siris mais conhecidos estão:

– Maria-farinha (Ocypode quadrata)
– Siri comum (Callinectes spp.)

Siri de  Fernando de Noronha (Gecarcinus lagostoma)
– Siri de Fernando de Noronha (Gecarcinus lagostoma)

Caranguejo  vermelho dos mangues (Goniopsis cruentata )
– Caranguejo vermelho dos mangues (Goniopsis cruentata )

Uma das diferenças entre os siris e os caranguejos está no último par de patas locomotoras, pois nos siris elas terminam em forma de “pá” (natatória) e no caranguejo em forma de “unha” (ambulatória).

Lagostas e lagostins
Ainda segundo o Dr. Gustavo Augusto Schmidt de Melo (1999 e comunicação verbal), existem no Brasil  3 espécies de lagostas e cerca de 10 espécies de lagostim. Estas são menores.
As lagostas são muito conhecidas, pois são uma apreciada iguaria, a ponto de muitas espécies estarem sob controle de pesca por apresentar risco de extinção.
Os lagostins são, na sua maioria, de água doce, também sendo muito apreciados como iguaria.

Bibliografia consultada
Melo, G.A.S.   1996. Manual de Identificação dos Brachyura (caranguejos e Siris) do Litoral Brasileiro São Paulo, Ed.Plêiade/FAPESP. 603 p.
Melo, G.A.S 1999. Manual de Identificação dos Crustacea Decapoda do Litoral Brasileiro : Anomura, Thalassinidea, Palinuridea e Astacidea. São Paulo, Ed.Plêiade/FAPESP. 551 p..
Storer, T.; Usinger, R.L.;Stebbins, R.C. & Nybakken, J.W. 1995.   Zoologia Geral.  São Paulo, Companhia Editora Nacional, 6ª ed. 816 p.

Curiosidades
Você sabia?
– Que existem caranguejos com 4 (quatro) metros de envergadura e outros com menos de 1 (um) milímetro?
– Que existem caranguejos que vivem no interior de bromélias?
– Que existem caranguejos-ermitões que comem cocos, pegando-os no topo dos coqueiros e seu nome científico Birgus latro     que quer dizer “ladrão de coqueiros”?
– Que o caranguejo Chorinus heros vive dentro do bloco de coral, de onde nunca sai, nem mesmo para se reproduzir, e que até hoje sua reprodução ainda é um mistério?
– Que o caranguejo Ocypode quadrata é chamado  “caranguejo fantasma” porque é todo branco e só sai à noite?
– Que a “tamburutaca (Ordem Stomatopoda) é considerada a espécie mais violenta da escala animal, podendo quebrar um aquário com uma única pancada de suas garras?
– Que o caranguejo Planes cyaneus, que vive em pedaços de madeira à deriva nos oceanos, é chamado “caranguejo de Colombo” porque foi a primeira espécie vista por Cristóvão Colombo, indicando que havia terra próxima?
– Que existem caranguejos arborícolas, que vivem nos galhos das árvores do mangue?
– Que um caranguejo da Ilha Trindade, ES, conhecido como “caranguejo ladrão”, tem uma especialidade? “Roubar” máquinas fotográficas de turistas desavisados, levando-as para o mar?
– Que se tirarmos a cobertura de algas, que muitas vezes existem sobre a carapaça de certos caranguejos, eles as colocam novamente uma a uma?
– Que os siris e caranguejos possuem a capacidade de regenerar suas garras, perdidas nas inúmeras batalhas e lutas que realizam pela sobrevivência?
– Que os caranguejos têm os olhos nas pontas de “antenas” para “dar uma olhada se tudo está bem” antes de sair de sua toca ou esconderijo? Espertos, não?
– Que existe uma espécie (Macrocheira kempferi) tão grande de caranguejo que que o adulto pode chegar a 4 metros de envergadura.

Sites sobre o tema

Museu de Zoologia USP

Instituto de Biociências USP

Projeto BIOTA/FAPESP

Informações

Comunicamos o lançamento do livro “Manual de Identificação dos Crustacea Decapoda de Água Doce do Brasil“, de autoria do Dr. Gustavo Augusto Schmidt de Melo.

Agradecemos a colaboração nesta página de Gustavo Augusto Schmidt de Melo, doutor em Ciências Biológicas e Curador Chefe do Laboratório de Carcinologia do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo /BR. (gasmelo@usp.br).

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